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No Evangelho de Lucas, cap. 15, vers. 8-10 vemos a parábola “da dracma perdida”, onde uma mulher após perder a dracma, acende uma candeia, varre a casa e a procura pela casa inteira, e após achar a dracma chama os amigos e celebra com eles a dracma achada.
Baseado nesta parábola quer expor a nossa vida como uma grande casa, a dracma é o talento, a alegria, o amor perdido, e temos que descobrir onde nós o perdemos.
Quando nos tornamos pessimistas, infelizes, sentimos a solidão nos cercar quando somos cercados por pessoas. Quando colocamos um sorriso nos lábios quando há lágrimas no coração, usamos “máscaras” para poder levantar a cada manhã. Quando tudo isso acontece temos que achar a dracma perdida, e é justamente isso que faremos nas próximas semanas, iremos varrer as nossas casa, o nosso coração, o recôndito da alma humana.
Como falamos o nosso coração é uma grande casa, e como toda grande casa existe o porão, e é justamente lá que iremos começar a varrer (talvez o lugar mais difícil de se varrer).
Antes de varrermos temos que fazer algo que é fundamental para achar algo que perdemos, temos que iluminar o ambiente, sem isso é praticamente impossível (ainda mais se tratando de um porão), para tanto temos que lembrar de João 8:12, onde Jesus diz: “Eu sou a luz do mundo”. Ele é a grande luz que nos ajuda a varrer a alma, nos leva a entrarmos nos lugares mais pérfidos das vielas do nosso ser.
Sem essa grande luz é impossível acharmos a “dracma” perdida, portanto esse é o primeiro passo, ter o coração entre a Jesus (veja bem: a Jesus e não a religião), deixar Ele iluminar as nossas vidas.
Bem, após estar com a luz acessa em nossas vidas, temos que começar a varrer, e é justamente o porão onde as pessoas mais possuem mais medo de varrer, porque lá geralmente se esconde o que não usamos e não gostamos, deixamos lá algo quebrado, algo que nos feriu, temos medo de ratos, baratas, coisas deixadas para trás e “esquecidas” quando se começa a varrer sobe um grande pó, fazendo parecer que no lugar de estar limpando, está se sujando ainda mais. Mas é necessário varrer lá, pois é um lugar fácil de se perder as coisas, perder os principais sentimentos humanos, a alegria de se viver, a paz no coração.
O mais triste de tudo é que muitas pessoas não só tem no porão os piores sentimentos, como muitos gostam de morar lá.
As pessoas que moram no porão, são pessoas que geralmente dão desculpas pelas derrotas da vida, não são de sorrirem sempre, não transmitem paz, vivem em estado nervoso ou simplesmente de silencio. Pessoas do porão não expressam os seus sentimentos, não são transparentes, acham defeitos em tudo, ou se isolam ou falam da vida, mas não de si.
Quem mora no porão tem medo de se encarar, de descobrir os seus defeitos, de se olhar no espelho.
Com isso faço duas perguntas: 1- Você conhece alguém assim, 2- Você é assim?
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