Um dos meus grandes amigos no começo da adolescência (Ricardo Navarro), morava em uma bela casa com uma grande piscina, sempre que os pais dele saiam ele me ligava para literalmente pularmos do telhado.
Isso era muito divertido (ainda mais algumas vezes sendo feito com a consciencia alterada), o telhado da casa dele tinha mais de 5 metros de altura da piscina e uma distância de uns dois metros, o telhado do visinho já era o dobro da altura, a piscina, a parte mais funda, tinha um pouco mais de 1,50m. Começamos pulando do telhado dele, depos fomos para o delhado do vizinho, lá várias vezes pregamos uma “peça” em quem passava na rua, um subia no telhado com roupa e o outro gritava: “não pule, não se mate”, dai o que estava no telhado gritava: “cansei desta vida”, e pulava, e nos divertíamos as vezes que alguém tocava a campainha da casa ou gritava lá da rua. Isto já era um perigo, e feito muitas vezes não em total lucidez piorava o risco, mas um dia o Ricardinho me disse que havia dado uma cambalhota do telhado, e como ele tinha dado eu queria fazer também, mas sabia do risco, me lembro que subi no telhado, pensei, pensei, fiquei cerca de 1h lá em cima, fazendo todos os cálculos possíveis, pos não poderia pisar na ponta da telha se não poderia quebrar, tinha que dar impulso, pois a piscina fica uns 2m de distância e eu sempre pensava: “ se o Ricardo conseguiu eu também consigo”, enfim, após pensar muito, me aventurei, foram os segundos mais compridos da minha vida, eu vi o chão, a parede, o céu e nada de água....,caí rente a berada, 1 cm mais poderia ter sido fatal. Após eu me “igualar” ao Ricardinho, ele confessou que era mentira, que nunca tinha pulado, meu coração disparou, vi que poderia ter morrido, mas fiz ele subir no telhado e pular, ele também ficou cerca de 1h lá em cima, mas pulou..... Depois de muito tempo resolvi dar cambalhota do telhado do vizinho, era bem mais alto, mas era mais perto da piscina, cerca de 1m, o perigo era passar a piscina, pela curta distância e o dobro da altura, mas mesmo assim estava decidido, tinha alguns jovens na casa dele, quando falei que ia dar a cambalhota, ninguém concordou, a minha namorada tentou fazer eu desistir, quando viu que não ia conseguir começou a chorar, mas subi, e quando fui pular todos sairam para fora e gritaram, parei no último momento com o coração na mão, dai não tive mais coragem, e depois pensando bem, creio que seria a maior estupidez que eu cometeria, pois a chance de eu errar era bem maior de acertar, fui salvo pelas vozes amigas. Depois deste falto não pulei mais, só apenas alguns anos depois para tirar essa foto, pois muitas pessoas não acreditavam que tínhamos coragem ou que eramos loucos a esse ponto. Essa na verdade foi apenas uma das “atrapalhadas” minha e do Ricardo, com o passar do tempo contarei mais, e poderão ver como Deus me transformou só espero que não se assustem muito. Rsrs
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